
A plataforma de reuniões Zoom anunciou uma parceria com a empresa de verificação de identidade World, fundada por Sam Altman, para garantir que os participantes das chamadas são pessoas reais e não impostores gerados por inteligência artificial, segundo avança o TechCrunch.
A ameaça dos clones digitais cresce a um ritmo alarmante no mundo empresarial. O caso mais dramático ocorreu no início de 2024, quando a empresa de engenharia Arup perdeu 25 milhões de dólares após um funcionário em Hong Kong ter autorizado várias transferências bancárias durante o que parecia ser uma videochamada de rotina. Todos os presentes na chamada, exceto a vítima, eram deepfakes gerados por inteligência artificial. Um ataque semelhante atingiu uma multinacional em Singapura no ano de 2025.
A nível global, os prejuízos associados a este tipo de fraude em videochamadas ultrapassaram os 200 milhões de dólares apenas no primeiro trimestre do ano passado, e a média por incidente corporativo supera agora os 500 mil dólares. Embora não seja um risco diário para o consumidor comum, representa uma ameaça crítica para negócios que movimentam grandes volumes financeiros remotamente.
Autenticação em três passos contra clones digitais
A World sublinha que as tentativas anteriores para detetar deepfakes em reuniões limitavam-se a analisar os frames de vídeo em busca de anomalias visuais. No entanto, com a rápida evolução e perfeição dos modelos de geração de vídeo, este método frame a frame tornou-se obsoleto e pouco fiável.
Para combater esta lacuna, a nova tecnologia World ID Deep Face cruza três pontos de dados distintos: uma imagem assinada e captada no momento do registo original do utilizador através do dispositivo Orb da World, um rastreio facial em tempo real a partir do equipamento do utilizador e, por fim, o frame de vídeo transmitido ao vivo na reunião. Apenas quando estes três elementos coincidem na perfeição, o utilizador recebe um selo de “Humano Verificado” junto ao seu nome na plataforma.
Uma nova era de confiança corporativa
Do lado do Zoom, os administradores e anfitriões das reuniões passam a poder ativar uma sala de espera específica ligada ao Deep Face, que obriga todos os participantes a comprovarem a sua identidade antes de entrarem na chamada. A plataforma permite ainda que qualquer pessoa solicite uma verificação espontânea a outro utilizador a meio da transmissão.
Segundo Travis Isaman, porta-voz do Zoom, esta integração reflete a aposta da empresa num ecossistema aberto, oferecendo aos clientes ferramentas robustas para estabelecerem confiança nos seus fluxos de trabalho.
Para além do Zoom, a World continua a expandir a sua tecnologia de verificação humana. A empresa tem vindo a estabelecer parcerias estratégicas com plataformas de grande dimensão, como o Tinder e a Visa, e lançou recentemente soluções para garantir que as compras online processadas por agentes de inteligência artificial são, de facto, iniciadas por utilizadores humanos reais.
A plataforma de reuniões Zoom anunciou uma parceria com a empresa de verificação de identidade World, fundada por Sam Altman, para garantir que os participantes das chamadas são pessoas reais e não impostores gerados por inteligência artificial, segundo avança o TechCrunch. A ameaça dos clones digitais cresce a um ritmo alarmante no mundo empresarial. O Read More TugaTech