Neuralink: Antiga funcionária processa empresa após ataques de macacos com vírus letal
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Neuralink de Elon Musk

Uma antiga especialista em cuidados animais da Neuralink avançou com um processo judicial na Califórnia, alegando ter sido despedida ilegalmente após reportar repetidos ataques de primatas infetados com um vírus potencialmente fatal.

Lindsay Short, que iniciou funções na empresa de Elon Musk em 2021, sustenta na queixa que foi arranhada em múltiplas ocasiões por macacos rhesus portadores de Herpes B. Este vírus é altamente perigoso para os seres humanos, podendo causar inflamações cerebrais severas e danos na medula espinal se não existir uma intervenção médica imediata.

De acordo com Lisa Jones-Engel, conselheira científica da PETA e ex-investigadora no Washington National Primate Research Center, este vírus é comum na espécie, sendo que a maioria dos animais acaba infetada de forma natural até aos três anos. A especialista alerta que a infeção é frequentemente silenciosa e intermitente, o que significa que os primatas podem testar negativo no papel, mas continuar a libertar o vírus e a representar um perigo real para os tratadores.

O documento entregue em tribunal detalha que o primeiro arranhão profundo ocorreu em setembro de 2022, quando um animal conseguiu rasgar a luva de Short através das grades. Nos seis meses seguintes, a trabalhadora afirma ter sofrido mais três ferimentos violentos, incluindo um no rosto durante um procedimento para o qual garante não ter recebido a formação necessária.

Apesar da gravidade das exposições, a autora alega que a hierarquia da empresa ignorou as suas preocupações de segurança e nunca forneceu o equipamento de proteção adequado, disponibilizando apenas batas curtas que deixavam os pulsos desprotegidos. Pior ainda, a queixa aponta que Short foi ameaçada com “repercussões severas” caso continuasse a reportar os incidentes, acabando por ser despromovida para um regime com menos regalias financeiras em maio de 2023.

A situação atingiu o limite no mês seguinte. Menos de 24 horas após informar os recursos humanos de que estava grávida e precisar de ajustes nas suas rotinas, a funcionária foi chamada para assinar o seu despedimento sob a justificação de quebras de desempenho — algo que a própria contesta, lembrando que tinha sido promovida no início desse mesmo ano.

O caso junta agora acusações de retaliação, discriminação e despedimento ilícito. A empresa tem estado sob forte escrutínio público devido às condições de teste dos seus implantes cerebrais, enfrentando agora mais um processo delicado nos tribunais norte-americanos, segundo a informação partilhada pela impresa internacional.

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By ali

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