
A equipa responsável pelo desenvolvimento do KDE Plasma confirmou a chegada de uma das funcionalidades mais requisitadas pela comunidade desde 2005. Com o lançamento da versão 6.7, os utilizadores passam a ter ambientes de trabalho virtuais independentes para cada monitor, revolucionando a forma como organizam as suas janelas e tarefas no dia a dia.
O fim de uma barreira técnica com duas décadas
Até agora, a transição entre diferentes áreas de trabalho num sistema com dois ou mais monitores forçava a mudança do espaço em todos os ecrãs em simultâneo. A nova implementação permite alternar ativamente entre os ambientes no monitor principal enquanto um vídeo de apresentação ou um documento de referência permanece estático e sempre visível no segundo ecrã.
Esta mecânica de funcionamento já é um padrão conhecido noutros gestores de janelas do ecossistema Linux, como o i3, o xmonad e o Hyprland. A dificuldade histórica na adoção desta funcionalidade pelo KDE prendia-se com o design do servidor de visualização X11, cujas normas assumiam a existência de um único ambiente de trabalho ativo de forma global, provocando falhas nas aplicações caso essa regra fosse contornada. A transição definitiva do KDE para o Wayland eliminou esta restrição, tirando total partido do novo protocolo de espaços de trabalho para garantir a estabilidade necessária.
Embora o comportamento difira ligeiramente das abordagens mais rígidas de outros gestores, onde um ambiente específico fica permanentemente bloqueado a um monitor, a equipa de desenvolvimento garante que o objetivo central do pedido original foi cumprido.
Melhorias visuais e estabilidade do sistema
Além da separação dos espaços de trabalho, a atualização integra uma evolução significativa no design das páginas da loja Discover, que passam a fornecer informações mais detalhadas sobre o software. A introdução de um novo elemento visual proveniente da estrutura Kirigami assegura também uma aparência mais coerente em grande parte das aplicações nativas do sistema gráfico.
No que toca à gestão do equipamento, o monitor de sistema abandona os números genéricos e consegue finalmente distinguir diferentes placas gráficas pelos seus nomes exatos. Paralelamente, o menu inicial passa a destacar os programas recém-instalados, simplificando a sua localização imediata.
A estabilidade global recebe também um forte reforço. A atualização 6.6.5, prevista para o próximo mês, vai corrigir um erro grave que provocava o encerramento inesperado do gestor de janelas durante o fim de sessão em casos de emulação de rato ou teclado. Soluciona ainda um problema no ecrã de bloqueio em que o pressionar da tecla Escape impedia o utilizador de retomar a sessão, repara um seletor de cores que devolvia valores aleatórios e resolve a dessincronização da hora nos ecrãs de bloqueio em cenários de múltiplos monitores. Para a versão 6.7 fica ainda reservada a correção que permite voltar a reorganizar os atalhos no widget de lançamento rápido e a otimização do controlo de volume, que passa a reconhecer instantaneamente os novos dispositivos de áudio ligados como padrão.
A equipa responsável pelo desenvolvimento do KDE Plasma confirmou a chegada de uma das funcionalidades mais requisitadas pela comunidade desde 2005. Com o lançamento da versão 6.7, os utilizadores passam a ter ambientes de trabalho virtuais independentes para cada monitor, revolucionando a forma como organizam as suas janelas e tarefas no dia a dia. O Read More TugaTech